quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Esconderijo Noturno

Eis-que no espelho não mais vejo meu reflexo,
Perdeste aquela tela de sorriso constante,
Ouvindo o denso vidro de cinismo radiante,
Mantenho-me em discreto contorno perplexo;

Sucumbindo ao esforçar-me em cansaço,
Escrevo estas linhas de minha alma doente,
Enfeitando algum desfecho que talvez oriente,
O cansado sangue que tenho no braço;

E eu direi ao esconderijo do luar,
Propagando minha fala mais rara,
O amor decomposto de forma clara,
Tornares-me então um bipolar.

(Bruno S. Carvalho)

Nenhum comentário:

Postar um comentário