No aquário da vida não mais posso renegar,
Carrego uma depressiva e triste condição,
Sonho algum dia meu sorriso saciar,
Na rústica vida de doce imperfeição;
A fábula da mais esdrúxula solidão,
Nunca mais irás me acorrentar,
Banireis a perseguida contemplação,
Ofegante a volúpia música do sufocar!
No antigo panteão,
Inexplicável devorar,
Da sutil dominação,
Elo perdido do caminhar;
Um vento sincero e benévolo,
Suportaste a proliferação do incrédulo?
(Bruno S. Carvalho)
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