quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Melancolia

No aquário da vida não mais posso renegar,
Carrego uma depressiva e triste condição,
Sonho algum dia meu sorriso saciar,
Na rústica vida de doce imperfeição;

A fábula da mais esdrúxula solidão,
Nunca mais irás me acorrentar,
Banireis a perseguida contemplação,
Ofegante a volúpia música do sufocar!

No antigo panteão,
Inexplicável devorar,
Da sutil dominação,
Elo perdido do caminhar;

Um vento sincero e benévolo,
Suportaste a proliferação do incrédulo?

(Bruno S. Carvalho)

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