A amarga genialidade do esplendor,
Remete-me a nosso belo ambiente,
Conturbado entre nuvens sem amor,
Eis que recordo que estás ausente...
Fascinado com tão rara beleza,
Num suave toque desprezado,
De teu fenomenal tom de pureza,
Anexado a meu coração crucificado!
Nobre instinto de olor mais astral,
Que admiro nesta nova dor,
Velha diversão de fervor magistral,
Junto ao leal amigo beija-flor;
Que me fazes confessar-te,
Só respiro para amar-te,
E mesmo após perder-te,
Ainda insisto em querer-te...
(Bruno S. Carvalho)
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