Em meu homizio eis que finalmente pude notar,
Por que não mais suporto o ignóbil odor da morte,
No fervor da irrupção eu lhe conheci...
E esta foi minha sorte,
Sem mais engodar percebi que nunca deixei de te amar;
Sem você é nada, com você felicidade,
Este infame sentimento foi minha maior verdade!
E hoje confesso com contemporânea sinceridade,
Não mais vejo sentido nesta autodestruição,
E hei de lutar até o meu fim por esta paixão!?
Estilhaçado meu coração, tudo volta para o lugar,
Pois insolente teu breve carinho me fez mudar,
Só o que falta é tua desventura de meu pecado,
Fazendo-me feliz, fazendo-me amado,
Vivendo um amor ainda mais apaixonado!
Por certo período até pude ser covarde ao negar,
E mesmo que eu calado ainda chorasse,
Temendo que o mundo sucumbido não acreditasse,
Não iria, mas me manter infeliz ao se enganar;
Um dia distante sei que vou deflorar,
A insana falta que você me faz,
Já enrolado não sabereis se vai acreditar,
Adormecida a fé que contigo o mundo é paz;
Por mais que ao contrário diga o dia,
Sei que a madrugada já não agrada mais,
Liberte-me desta terrível agonia,
Antes que o parco tempo diga: "Aqui Jaz!" [...]
(Bruno S. Carvalho)
Eros (em grego Ἔρως; no panteão romano cupido) era o deus grego do amor.
Phobia (do grego φόβος "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações.
domingo, 16 de outubro de 2011
Pontes Guimarães
Fugaz o fenecimento de um dia ser feliz,
Sordidamente fleumático poderás sempre perpetuar,
Me auto-flagelei e sem querer me quis,
Na balbúrdia meu coração aprendeu a amar;
Em mentirosa aurora suscito que isso irá passar!
Clichê dizer, mas guardo um retrato teu,
Tergiverso no mundo e grito por você: "Mei..."
Relutante meu eu chorando pelo seu,
O que faço espero da vida, te confesso eu não sei...
Mas juro pra mim, que te vejo voltar!
Esta prece é pagã, mas é tão leal,
Nostalgia infantil de minha cabeça,
Aguardo no mundo tua volta real,
Minha deusa, minha musa, minha princesa.
(Bruno S. Carvalho)
Sordidamente fleumático poderás sempre perpetuar,
Me auto-flagelei e sem querer me quis,
Na balbúrdia meu coração aprendeu a amar;
Em mentirosa aurora suscito que isso irá passar!
Clichê dizer, mas guardo um retrato teu,
Tergiverso no mundo e grito por você: "Mei..."
Relutante meu eu chorando pelo seu,
O que faço espero da vida, te confesso eu não sei...
Mas juro pra mim, que te vejo voltar!
Esta prece é pagã, mas é tão leal,
Nostalgia infantil de minha cabeça,
Aguardo no mundo tua volta real,
Minha deusa, minha musa, minha princesa.
(Bruno S. Carvalho)
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