sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Âmago Urente


Repousando em meu âmago urente
atormentado por um poxirão oculto
definhando entre sandeus e zumbaieiros
minha onicofagia já devoraste a carne

Te vejo por entre anjos no nubígeno
e tu no teu refúgio doce e fleumático
não me vê adorando o ígneo desgosto

Horas te observo de forma frugal
minutos expõe a mulher mais janota
que um dia estes olhos puderam ver
sentir, tocar, beijar e amar (...)

e hoje choram por ti de forma brutal!

(Bruno S. Carvalho)

O Pináculo da Saudade


Como isagoge o meu temor de mangrar,
onirocricia o mesto da arte de atossicar,
no pertuito de meu funéreo coração vovente,
que se entrelaçou dócilmente neste quixó;

Imaginando uma forma de contraminar,
o pináculo doloroso do velho licranço,
percorre com sua mesnada em solos arenosos,
escondido em minha ardilosa guarida;

Permaneço pernóstico de sua irrupção,
tênue espero um dia tergiversar pândego,
antes que a venéfica veneta suscite em mim.

(Bruno S. Carvalho)

Insólitas Lembranças


A obliteração de uma equação de dúvidas,
cultivada por um ser de idéias distantes,
que aguarda em seu esconderijo, a loucura,
sem mais fé em seu sentimento relutante;

Tendo como alcunha a pérfida solidão,
plissado por algo subitamente perene,
recôndito da face da inveja pedante,
vive a ruar em tuas insólitas lembranças (...)

Insistindo em sustapor as indiferenças,
delirando com o amor que tínhamos,
e que a nódoa em seu inócuo ódio,
destruiu! deixando-me a beira do abismo!

Vago implícito e carente de afeto,
se olhar em seu belicoso coração verá,
nada pode dilapidar nosso amor!

(Bruno S. Carvalho)