quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Inveja

Perseguido pelo olhar da velha bruxa,
Subversivo, contemplo minha dominação,
Complexa me atormenta em sua busca,
Simbolizo-me em estado de meditação,
Porém algo lascivo repentinamente despertou...

O meu mais belo e corrosivo desprezo ao pudor,
Repudio todo este fanatismo imoral,
Prossigo amável e repulsivo no meu reino de terror,
Desfrutando os benefícios da vida carnal,
Consumindo a promiscuidade que sempre me amou!

Se pudesse destruir a inveja que nasce,
Inocente no olhar que me devora,
Tudo que consiste inexpressivo na face,
De quem sorri, mas por dentro chora.

(Bruno S. Carvalho)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Refúgio de Mim Mesmo

Perdido em um mundo de rancor,
Celebro o re-encontro de minha maldade,
Um delírio da flor, que, livre de amor,
Retira-me o que resta de sanidade;

Corrompido pelo algoz da frigidez!

Desesperado por um refúgio de mim mesmo,
Vejo minha felicidade tornar-se desgraça,
Ela hoje se define em garrafas e torresmo,
Até o iminente esvaziar de minha fina taça;

E assim então me liberte de uma vez!

(Bruno S. Carvalho)

Transtorno Psicológico

Sutilmente imprevisível, mas constante,
Desprezado pelo recanto do abrigo,
Imaginando uma morte hilariante,
O velho alcoolismo se mostra amigo!

Neste momento me sincronizo em dor e tremor;

Num frio simulado de um coração quente,
Pressinto que o fim retrata-se lógico,
E em um último ato sincero e circense,
Confesso que só queria você próximo...

Ilusões e artimanhas de um incomodo amor.

(Bruno S. Carvalho)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Talvez Vida

Entre escuridão e raios de luz,
Meu desespero reflete o medonho,
Abandonado por quem me seduz,
Sem alma, sem face, reflexo tristonho;

O ódio me segue na eterna estrada,
Um desgosto da vida à se anunciar,
Tristeza destilada de sangue e tara,
Contínuos demônios a me rodear;

Recordo de ti tranquila e intocável,
Sorri de minha cova confusa e breve,
Por algum tempo me foi agradável,
Depois seu coração se abrangia em neve;

Minha procura se tornou estúpida e banal,
Talvez salvasse-me do inferno de gelo profano,
Não exite e venha me ver execrado pelo mal,
E talvez lhe confesse: Que ainda te amo...

(Bruno S. Carvalho)