Entre escuridão e raios de luz,
Meu desespero reflete o medonho,
Abandonado por quem me seduz,
Sem alma, sem face, reflexo tristonho;
O ódio me segue na eterna estrada,
Um desgosto da vida à se anunciar,
Tristeza destilada de sangue e tara,
Contínuos demônios a me rodear;
Recordo de ti tranquila e intocável,
Sorri de minha cova confusa e breve,
Por algum tempo me foi agradável,
Depois seu coração se abrangia em neve;
Minha procura se tornou estúpida e banal,
Talvez salvasse-me do inferno de gelo profano,
Não exite e venha me ver execrado pelo mal,
E talvez lhe confesse: Que ainda te amo...
(Bruno S. Carvalho)
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