quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Inveja

Perseguido pelo olhar da velha bruxa,
Subversivo, contemplo minha dominação,
Complexa me atormenta em sua busca,
Simbolizo-me em estado de meditação,
Porém algo lascivo repentinamente despertou...

O meu mais belo e corrosivo desprezo ao pudor,
Repudio todo este fanatismo imoral,
Prossigo amável e repulsivo no meu reino de terror,
Desfrutando os benefícios da vida carnal,
Consumindo a promiscuidade que sempre me amou!

Se pudesse destruir a inveja que nasce,
Inocente no olhar que me devora,
Tudo que consiste inexpressivo na face,
De quem sorri, mas por dentro chora.

(Bruno S. Carvalho)

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