Incontrolável o cruel declínio,
Explodindo um conflito esculturado,
Em velho seco, nobre barro,
Desembocando distante do fascínio;
Infinito o já transformado jarro...
Não sobraste nem funéreo tecido,
E imperdoável monótono insista em crer,
Já não, acontecerá de novamente morrer,
Dentro do silêncio, no olhar aflito;
A gélida energia,
Não me contagia,
E isto que inebria,
Infunda a autofagia;
Você sabe que a causa de toda insônia,
Razão do poeta tão soturno,
Decadente alcoólatra noturno,
Fora a nossa discórdia,
E o que você nunca vai saber,
É que sob o céu avermelhado,
Mantenho-me sempre acordado,
Escrevendo versos para você...
(Bruno S. Carvalho)
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