domingo, 15 de julho de 2012

Doce Amargo

Sei que nem sempre sou igual,
Vezes sou e não sou a desgraça,
Como um fantasma que se refugia,
Rompendo a solidão da natureza morta...

Há tempos eu fazia frio e o frio me fazia,
Não era esse que a carne à conforta,
Foi tu que vieste reavivar a carcaça,
E reestruturaste o chocalho de ossos...

Para não mais vagar esse labirinto
Reflito entre escuras formas visuais
Percorrendo um século pútrido e faminto
E talvez re-encontre com teus lábios celestiais!

Já digeri este doce funéreo,
E já não desejo mais carniça,
Degustei meus olhos crus no cemitério,
Mas reencontro minha velha agonia...
Esta sendo incontrolável,
Já transformada em fobia,
Imaginar meu universo sem ti,
Nem mesmo que por um dia...

(Bruno S. Carvalho)

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